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O Estado do Paraná não chegou ao fundo do poço. Mas, vai chegar, diz Procurador.

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 Falando sobre a atuação do Ministério Público junto aos Legislativos em relação aos Portais de Transparência, o Procurador de Justiça e Secretário Executivo da Rede de Controle da Gestão Pública do MP/PR, Bruno Sérgio Galati, ressaltou a importância da uniformização desses portais para atender as exigências da população.
Segundo o procurador, se o Tribunal de Contas já tivesse feito esse trabalho com padrão de exigências mínimas de uniformização dos portais, como o Rio Grande do Sul e outros estados que já fizeram, não estaríamos passando por isso. “Existe a necessidade de cobrarmos  a uniformização na questão dos  portais de transparência. Ou a lei é cumprida ou não. O cidadão hoje não pensa duas vezes em fazer a reclamação. E, o promotor tem que fazer o seu trabalho, pois ele é tão cobrado quanto.”
Processos sem definição
As prefeituras e câmaras municipais precisam adaptar seus processos e não o fazem porque não tem processos definidos ou adequados afirmou Galati, lembrando que devíamos estar  falando em processos e não em transparência. Uma postura de trabalho que tem que ser institucionalizada. “Ficamos muito tempo discutindo se deveríamos ou não mostrar salários até que o STF determinou que sim, deveriam constar nos sítios das instituições. Perdemos muito tempo com essas discussões”, afirmou.
Galati disse ainda que, “estamos preocupados em organização interna para superar estas exigências. A crise atual é de transparência. De dados. A sociedade vai analisar e faz cobranças”.  Segundo o Procurador de Justiça, o Estado do Paraná ainda não chegou ao fundo do poço. Mais vai chegar, pois “estamos criando desvios, fazendo gambiarras e a sociedade vai cobrar”.
Galati salientou ainda que, as instituições não podem pensar em transparência como se fossem passar os dados para o TCE, mas sim para que o cidadão comum consiga entender.  “Quando olhamos o organograma da saúde e da educação, vemos uma gestão difícil. Pesada. De difícil sustentação. Estamos aprendendo a fazer democracia a partir de 1988, diferente de outros países, que tem particularidades diferentes proporcionando grande negociação em torno dos requisitos que temos que exigir”.
Mensagem
“Estamos tentando encontrar formas diferentes de superar as loucuras que estamos fazendo nos últimos anos. Cada um tentando fazer do seu jeito, sem falar com o vizinho. O Ministério Público Federal não fala com o Ministério Público Estadual que não fala com a Polícia Federal que não fala com a Polícia Militar que não fala com a Polícia Civil. E, na verdade não estamos permitindo que este país tenha estabilidade”, afirmou o Procurador de Justiça Bruno Sérgio Galati. 
Jorn. Magali Antunes